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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Editorial


Provavelmente a ligação mais íntima entre à literatura e a música seja a ópera. É como se cada idéia melódica possuísse uma estrutura sintática com sujeito, predicado e complementos e ao compor, o músico, desenvolve-se uma espécie de texto musical de suas idéias do mesmo modo que o autor na criação do texto literário, tornando o libreto para o compositor como o livro é para o escritor. As afinidades entre estas duas artes são tão grandes que ao longo de toda história acabam na maioria das vezes sendo a fonte inspiradora uma da outra. E neste jogo cênico onde letras e acordes, dramas e alegrias se encontram de forma tão eloqüente, ora em farsa, ora em tragédia, é que apresentamos algumas obras primas dos palcos e da literatura mundial presentes em nosso Acervo com uma pequena biografia de seus autores. No programa: Homem Proibido, adaptações da tragédia Adiana Lecouver de Eugène Scribe e Ernest Legouvé, Amor e Liberdade, do romance O Pequeno Mundo Antigo de Antonio Fogazzaro, À Sombra da Guilhotina, da ópera André Chénier de Luigi Illica, Maria Stuart, da peça de Friedrich Schiller, Tristão e Isolda, da lenda céltica transformada em ópera por Richard Wagner, As Duas Órfãs do melodrama de Adolphe D'Ennery, Juramento de Cigana, adaptação do clássico O Trovador, de García Gutiérrez e O Segredo da Mulher vestida de Branco de William W. Collins. E antes de soar o terceiro sinal e seguirmos para nossas poltronas, visite os novos contos de Os Grandes Amores do Passado, com histórias reais dos romances entre Ludwig van Beethoven e Tereza von Brunswik, Wolfgang Amadeus Mozart e Constância Weber e finalmente Richard Wagner e Cosima Liszt. Bom espetáculo!

Escritores & Dramaturgos



Eugène Scribe
1791 - 1861

Dramaturgo francês, autor de mais de 400 títulos, conhecido como o "mestre das peças bem-feitas" pela perfeição e engenhosidade empregada em suas obras, assina com Legouvé a tragédia Adriana Lecouvreur, aqui adpatada na fotonovela  Homem Proibido.


   

   
Ernest Legouvé
1807 - 1903

Dramaturgo, ensaísta e posteriormente membro da Academia Francesa devido a série pioneira de palestras no campo da educação abordando a história e o direito das mulheres, assina com Scribe a tragédia Adriana Lecouvreur aqui adpatada na fotonovela  Homem Proibido.



1842- 1911

Romancista e poeta italiano membro do moderno movimento literário conhecido como Scapigliatura, cuja obra explora os conflitos entre a razão e a fé, é o autor do memorável O Pequeno Mundo Antigo, aqui adaptada para Amor e Liberdade. 

Vida & Obra 

1857- 1919

Dramaturgo, jornalista e libretista preferido de Giacomo Pucinni com quem trablhou em clássicos como La Bohème, Tosca e Madame Butterfly, nos apresenta À Sombra da Guilhotina, fotonovela extraída da ópera de sua autoria André Chénier.



1759 - 1805

Poeta, dramaturgo, filósofo, historiador e um dos mais originais representantes da literatura tedesca do século XVIII. Sua peça Maria Stuart, além de retratar os últimos dias da rainha da Escócia, enfatiza os ideais de liberdade moral presente em toda sua obra.

1813 - 1883

Compositor, maestro, intelectual, ativista político e representante do neo-romantismo alemão, cuja obra influenciou todo o ocidente, escrevia simultaneamente a música e o libreto de todos os seus trabalhos, inclusive no da lenda celta que o inspirou em Tristão e Isolda.



1811 - 1899

Com ou sem colaboradores, este dramaturgo francês foi o maior autor de melodramas de todos os tempos tendo seus trabalhos adaptados com sucesso para vários idiomas. O mais notável destes triunfos é sem dúvida o comovente As Duas Orfãs.
 
 
1813 - 1884

Famoso - ou infame - o dramaturgo espanhol é conhecido por seu papel de destaque dentro do círculo de escritores e compositores que promoveram a zarzuela e responsável por dois dramas que inspiraram óperas magníficas de Verdi como O Trovador aqui adaptada para Juramento de Cigana.
1824 - 1889

Escritor, dramaturgo e contista inglês, muito popular durante a era vitoriana, escreveu 30 romances, mais de 60 contos, 14 peças de teatro, e mais de 100 peças de não-ficção. Com O Segredo da Mulher de Branco inaugura um novo gênero sendo considerado pai do romance policial.

domingo, 11 de setembro de 2011

Fotonovelas Literatura & Ópera

Grande Hotel - Nº 42
Amor e liberdade
1973 - Editora Vecchi
72  Páginas
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Grande Hotel - Nº 40
Homem proibido
1973 - Editora Vecchi
72  Páginas
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Grande Hotel - Nº 1
Maria Stuart
1970 - Editora Vecchi
79  Páginas
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Grande Hotel - Nº 37
À sombra da guilhotina
1973 - Editora Vecchi
70  Páginas
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Grande Hotel - Nº 2
Tristão e Isolda
1970 - Editora Vecchi
74  Páginas
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Grande Hotel - Nº 2
As duas órfãs
1970 - Editora Vecchi
75  Páginas
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Grande Hotel - Nº 30
Juramento de cigana
1973 - Editora Vecchi
63  Páginas
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Grande Hotel - Nº 8
O segredo da mulher
vestida de branco
1971 - Editora Vecchi
74  Páginas
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Homem proibido


Adriana,
Exijo que renuncie ao amor de Mauricio da saxônia. Você é apenas uma atriz, e um príncipe só pode ser amado por uma princesa. Eu o quero para mim e se você não desistir já dele, pagará com a vida.
Mauricio é homem proibido para você.
Sua poderosa e implacável...Inimiga X

Que mão aristocrática escreveu este ignóbil bilhete anônimo? Foi Luisa de Bouillon, princesa libertina, obstinada em conquistar o bonitão e disputado Mauricio, o homem mais elegante na Paris daquele tempo, candidato ao trono da Curlândia. Mauricio adorava Adriana, a atriz mais famosa da frança e desdenhava a princesa Luisa de Bouillon, enraivecida pelo ciúme e pelo despeito.
Em plena felicidade amorosa, Adriana Lecouvreur recebeu este bilhete anônimo ameaçador, pretendendo forçá-la a deixar para uma rival poderosa o homem a quem consagrara vida e amor.Acovardou-se Adriana? Não! Para ela aquele bilhete era apenas um desafio, o inicio de uma luta em que houve os lances mais surpreendentes, em que as duas rivais se digladiaram: Adriana impelido pelo seu coração em chamas, a princesa Luisa, por formidável vaidade.
Qual das duas conseguirá vencer esta dura batalha de amor? 
A resposta, plena de interesse e máximo suspense, está na grandiosa superfotonovela HOMEM PROIBIDO.
Adriana Lecouvreur foi uma das mais admiráveis e importante atriz do teatro francês no inicio do século XVII. Sua dramática vida e seus amores estão fielmente transcritos nesta superfotonovela.

  Grande Hotel Edição Mensal - Nº 40
Homem proibido
1973 - Editora Vecchi
72  Páginas
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Amor e liberdade


Esta é a história do amor de um jovem casal: Fernando e Luisa. Fernando, belo rapaz de coração ardente, vivia para duas grandes paixões: Luisa, linda moça, eleita por ele para mulher de sua vida: e para libertar do jugo estrangeiro a pátria querida. Herdeiro de uma grande fortuna, a ambiciosa condessa Laura queimou o testamento em que o avô legava ao rapaz inúmeras propriedades e milhões. Fernando aceitou de forma varonil a total pobreza e se casou com Luisa, disposto a conquistar o bem estar para a mulher amada, e para a encantadora menina com que o amor premiou sua união.
Enquanto o jovem casal sofria inúmeras privações, a condessa Laura nadava em ouro, desfrutando as riquezas que pertenciam a Fernando, herdeiro universal de seu riquíssimo avô.
A guerra patriótica, na qual Fernando lutava de arma em punho contra os austríacos, invasores da Lombardia e de Veneza, o forçara a separa-se de sua esposa. Voltará ele aos braços de Luisa seu grande amor? A infâmia da condessa Laura será por fim descoberta e Fernando passará a ser dono de grandioso patrimônio que lhe foi arrebatado perfidamente?

Grande Hotel Edição Mensal - Nº 42
Amor e liberdade
1973 - Editora Vecchi
72  Páginas
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À sombra da guilhotina


André Chenier, o jovem e já glorioso poeta, de uma beleza impressionante, coração fogoso que aninhava os mais puros e generosos sentimentos – vivia para o amor, um grande e único amor, e para o bem de sua pátria. Plebeu, apaixonou-se pela nobre e linda Madalena, e era plenamente correspondido. Mas, o orgulhoso Marques de Coigny, pai da jovem, jurou que nunca aceitaria para marido de sua filha, um poeta, um filho do povo. Defensor ardente dos deserdados, André Chenier combateu os injustos privilégios da nobreza e tomou parte na grande revolução que imortalizou a França, mas contrário ao ódio e a vingança, condenou os excessos e os crimes que os sanguinários homens do terror praticavam em nome da liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Naqueles dias trágicos, a sombra da guilhotina se projetava sobre a aristocrática Madalena, que sofria numa prisão. A lâmina fatal deverá cortar a adorável cabeça da mulher que André tão apaixonadamente ama. No paroxismo da sua dor, na ânsia de salvar aquela criatura que é a alma de sua alma, André, resolveu dar sua vida, entregar-se ao carrasco em troca da vida de Madalena. E ela, a apaixonada, que fez ao saber que o homem amado ia consumar aquele sacrifício de amor. 
Uma verídica e maravilhosa história de amor, plena de poético encanto e de insuperável suspense.

Grande Hotel Edição Mensal - Nº 37
À sombra da guilhotina
1973 - Editora Vecchi
70  Páginas
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Maria Stuart


 Maria Stuart foi uma das mais famosas rainhas do século XVI, e que teve contra si o ódio e a maldade de soberanos Ímpios. Nasceu em Linlithgow, cidade da Escócia, filha dos soberanos
Jaime V. da Escócia e Maria de Lorena de Guise.
Com a morte do rei escocês e com a decisão do parlamento anulando uma futura aliança entre Maria Stuart e o príncipe Eduardo de Gales, veio uma guerra entre a Inglaterra e a Escócia.
Mandada a bordo de um navio de guerra da esquadra de Villegaignon, a nobre e jovem escocesa chegou às terras da Gália a 13 de agosto de 1548, onde desembarcou no porto de Roscoff. Educada na corte francesa de Henrique III, e desejada para futura esposa do príncipe Francisco, teve uma bela instrução,
tendo como mestre Buchnan, Ronsard, Loraine e outros.
Os nobres franceses tinham por ela verdadeira afeição, pois o seu cabelo louro e ondulado, os olhos de um cinzento claro, a sua esbelta estatura e seu andar elegante extasiava qualquer cavalheiro.
No dia 24 de abril de 1558, realizou-se na catedral de Notre Dame o casamento do príncipe Francisco com Maria Stuart, fazendo com que assim a aliança entre a França e a Escócia fosse sempre assegurada.
Morrendo Henrique III, subiu ao trono da França o herdeiro
Francisco, esposo de Maria Stuart. Em conseqüência de enfermidades, Francisco II morreu deixando sua jovem esposa viúva,
que imediatamente resolveu rever sua pátria natal.
Maria Stuart deixou o solo francês, em 14 de agosto de 1561. E quando já ao longe, Maria Stuart viu desaparecendo os contornos do litoral francês, disse com lágrimas nos olhos a seguinte frase de gratidão: "Adeus França, adeus, França, penso que nunca mais vos hei de ver".
Chegando à Escócia, desejosa por acalmar as revoluções religiosas, Maria Stuart nomeou para primeiro ministro, seu irmão natural Jayme Stuart com o titulo de conde de Murray, e logo depois
se casou com Danrley, filho do Duque de Lennox.
Depois de trair sua própria esposa e rainha, Danrley morreu vítima de uma explosão. Maria Stuart então desposou Bothwell,
um mercenário que chefiava a guarda imperial.
Batendo-se de frente com o revolucionário Murray, Bothwell perdeu a batalha. Temendo cair prisioneira dos revoltosos, Maria Stuart pediu abrigo à sua prima Isabel rainha da Inglaterra.
Depois de encarcerada injustamente no castelo de Chartley, Maria Stuart teve de comparecer a um julgamento em Fotheringhay arranjado por Walsinghan secretario de Isabel.
Apesar dos veementes apelos e protestos da França e Espanha, a sentença para a morte de Maria Stuart foi assinada.
E, na manhã de 8 de fevereiro de 1587, Maria Stuart, apoiada ao braço de seu médico francês, Bourgoing, subiu ao patíbulo, onde o gume do machado manejado pela mão férrea de um carrasco desceu sobre o seu pescoço, pondo fim à sua existência.

Grande Hotel Edição Mensal - Nº 1
Maria Stuart
1970 - Editora Vecchi
79  Páginas
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Tristão e Isolda


Tristão, excelente cavaleiro a serviço de seu tio, o Rei Marcos da Cornualha, Viaja a Irlanda para trazer a bela princesa Isolda para casar com seu tio. Durante a viagem de volta a Grã-Bretanha, os dois acidentalmente bebem uma poção mágica, originalmente destinada a Isolda e Marcos. Devido a isso, Tristão e Isolda apaixonam-se perdidamente e de maneira irreversível um pelo o outro. De volta à corte, Isolda casa-se com Marcos, mas Isolda e Tristão mantém um romance que viola as leis temporais e religiosas e escandaliza a todos. Tristão acaba banido do reino, casando-se com Isolda das mãos brancas, princesa da Bretanha, mas seu amor pela outra Isolda não termina. Depois de muitas aventuras, Tristão é mortalmente ferido e manda que busquem Isolda a Loura para curá-lo de suas feridas com seus filtros mágicos. Enquanto ela esta a caminho, a esposa de Tristão, Isolda das mãos brancas, engana-o, fazendo acreditar que a outra não viria vê-lo. Tristão morre, e Isolda ao chegar e encontrá-lo morto,
morre também de tristeza.

Grande Hotel Edição Mensal - Nº 2
Tristão e Isolda
1970 - Editora Vecchi
74  Páginas
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As duas órfãs


Paris, 1765 - O pai de um lindo bebê , a pequena Henriqueta , decide abandonar a criança na porta da igreja devido a suas condições miseráveis e à doença de sua querida esposa . Só que ao deitar a criança no local, depara-se com outro bebê abandonado, Luísa ... Esse choque fez com que Miguel não somente se arrependesse do ato que ia cometer,como fez com que se apiedasse da pobre criança deixada lá ... Depois de alguns anos , Luísa teve uma doença que a deixou cega , porém era muito formosa e amiga da irmã . O pai as criou como irmãs, vindo a falecer em alguns anos , o mesmo sucedendo à sua esposa Evelina . As Duas Órfãs, a seguir, foram entregues à um orfanato da cidade da França setentrional, Evreux, e aos dezoito anos foram adotadas por um nobre senhor de Paris . Porém, durante o trajeto, onde a diligência parou para troca de cavalos, acabaram por conhecer um senhor da nobreza e do mal , que foi a desgraça das duas moças . Vindo a encantar-se por Henriqueta e a desejando para si, foi capaz de pedir que a enganassem , retirando o senhor que adotaria as duas órfãs do local em que as esperaria em Paris. Levou Henriqueta para seu palácio e deixou a pobre Luísa nas ruas de Paris,
jogada à sua própria sorte de pessoa cega e desprotegida.
Depois disso é somente sofrimento para as duas pobres irmãs. Luísa foi acolhida por uma velha bêbeda, que a obrigava a mendigar nas ruas de Paris, cantando uma canção que sempre cantava junto da irmã. O seu único consolo era o filho coxo da Senhora Frochard Pedro, que era hostilizado pela mãe e pelo outro filho, João. Por eles Luísa viveu seus piores dias, presa num sótão frio e imundo, passando fome ...
Henriqueta foi salva por alguém que por ela duelou e por quem ela depois se apaixonou, Rogério. Embora o Marquês de Presles tenha perseguido Henriqueta e Rogério até o fim  a tia de Rogério , a bondosa Sra De Linières intercedeu pela causa de Henriqueta , aprovando o romance entre ela e seu sobrinho Rogério e vindo a reencontrar a filha que havia abandonado anos atrás na porta da igreja, Luísa . A moça recebeu o devido tratamento e operada recuperou a visão,
logo depois vindo a reencontrar Pedro, seu grande amor,
já curado e adotado por Dr. Hérbert.

Grande Hotel Edição Mensal - Nº 2
As duas órfãs
1970 - Editora Vecchi
75 Páginas
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Juramento de cigana

É o ano de 1400. O poderoso conde espanhol Rodrigo de Luna detesta ciganos e teme seus supostos malefícios. Certo dia, uma velha cigana penetra no pátio de armas do castelo do nobre e, após ler a sorte na linha das mãos de alguns soldados, aproxima-se da babá que tem Joãozinho nos braços, o filho mais novo do conde. Atraída pela beleza da criança, Isa, a velha zíngara, deseja-lhe felicidade. Mas o capitão Ferrante que está chegando neste momento acha que a cigana é uma feiticeira e fez mau-olhado ao filho do senhor. Então, ordena que a velha fique presa até esclarecer se ela fez ou não algum malefício ao garotinho. Infelizmente a criança adoece. Assim, o conde de Luna condena Isa a morrer na fogueira. Açucena, sua filha, vê crispada de horror como as chamas devoram sua infortunada mãe. Neste momento, promete vingá-la, pronunciando o mais terrível dos juramentos. Desliza até o castelo e consegue raptar o filhinho do conde. Leva-o até uma clareira do bosque onde acende uma fogueira. Ela resolve vingar-se dando a criança a mesma morte que teve sua mãe. O garotinho deve ser devorado pelas chamas e convertido em cinzas.
Açucena vai cumprir a vingança que jurou?
Manrique, o trovador, está apaixonado pela linda Leonora e, ao pé das ameias do castelo do conde de Luna, o belo rapaz canta as mais românticas trovas àquela que é o ídolo do seu amor. Leonora o ama, não importando que seu namorado seja pobre e perseguido. Porém, entre os dois jovens se interpõe Nuno, o primogênito do conde de Luna, decidido a matar Manrique, seu rival e inimigo, pois o trovador capitaneia os rebeldes que querem acabar com a tirania daquele senhor feudal despótico e cruel. Nuno conseguirá separar os que tanto se amam? Qual será sua atitude, quando a cigana que o amaldiçou, revelar-lhe o mais pavoroso dos segredos?

Grande Hotel Edição Mensal - Nº 30
Juramento de cigana
1973 - Editora Vecchi
63 Páginas
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O segredo da mulher vestida de branco


Ela aparece imprevisivelmente e desaparece sem deixar rasto. Alguns afirmam que é um ser sobrenatural, outros, apenas um fantasma. Mas... se ela é irreal, porque a perseguem com tanta obstinação, organizando verdadeira caçada humana, aqueles que conspiram contra a felicidade de Laura, a bela e rica jovem órfã? Seu Tio obrigou-a a casar com alguém que tem a aparência de ser o melhor dos maridos, porém, traz a marca da mais refinada hipocrisia oculta; um aventureiro da pior espécie, um impostor, um audacioso caçador de dote. Sir Percival, o marido de Laura, tem em mente uma ardilosa encenação, para apoderar-se dos milhões da órfã e desfazer-se sinistramente dela. Mas, Sir Percival ignora que o segredo que a mulher vestida
de branco conhece, pode destruí-lo a qualquer momento.
Daí, o desejo de aniquilá-la, de impedir a todo custo,
a terrível ação que tanto teme, seja feita.
Quem defenderá Laura da ameaça que sobre ela pesa? Apenas Walter, um rapaz pobre, porém, cheio de coragem. Ele está disposto a sacrificar a própria vida para conseguir salvar aquela que ama. Poderá ele vencer, sozinho e sem recursos, desmascarar homens poderosos como Sir Percival e o satânico Conde Falieri?

Grande Hotel Edição Mensal - Nº 8 
O segredo da mulher vestida de branco
1971 - Editora Vecchi
74 Páginas
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Eugène Scribe


Augustin Eugène Scribe nasceu em Paris em 24 de dezembro de 1791, filho de um comerciante de seda, foi bem educado, sendo destinado à lei. No entanto, ele logo começou a escrever para o palco. Sua primeira peça, Le sans le savoir Prétendu, produzida de forma anônima na Variétés em 1810, foi um fracasso. Como inúmeras outras peças que se sucederam neste período.

Obras completas editadas em 1876
Escrevia peças muito populares mas muito bem elaboradas, cheias de reviravoltas inteligentes. Ampliou o escopo da Comédie-vaudeville, transformando-a de uma simples farsa numa trama complexa, recheada de um primoroso estudo dos vícios e loucuras da vida contemporânea. Assim, em obras como Le Mariage de raison (O Casamento de Conveniência) condenou casamentos impulsivos; em Le Solliciteur (O candidato), denunciou políticos corruptos, e em Le Charlatanisme (Charlatanismo), censurou o jornalismo antiético.

Seu primeiro grande sucesso foi Une Nuit de la garde nationale (Uma Noite da Guarda Nacional, 1815), com a colaboração de Delestre Poirson. Muito de seu trabalho mais tarde também foi escrito em colaboração com os outros autores.
  
A sonâmbula:
parceria com Vincenzo Bellini

Sua produção era invejável. Escreveu mais de 400 peças, várias delas como vaudeville, um tipo de farsa musical, comédias, tragédias e libretos para óperas. Costumava dizer que só ao teatro Gymnase ele sozinho havia fornecido cento e cinqüenta peças antes de 1830. Tinha inúmeros co-autores, um que fornecida a história, um outro o diálogo, um terço, as piadas e assim por diante. Houve casos até de ter enviado somas em dinheiro por "copyright em idéias" para pessoas que nem sabiam que ele tinha usado suas sugestões em seus trabalhos.

Sarah Bernhardt como
Adrienne Lecouvreur
Entre seus colaboradores estavam Jean Henri Dupin, Germain Delavigne , Delestre-Poirson, Mélésville , Marc-Antoine Madeleine Désaugiers , Xavier Saintine e Ernest Legouvé com quem divide a autoria de sua única tragédia, Adrienne Lecouvreur.

Escreveu libretos com quase todos os grandes compositores de óperas de seu tempo na França e na Itália. Colaborou com Giacomo Meyerbeer em várias ocasiões, fornecendo também textos para obras de Giuseppe Verdi (Vêpres siciliennes e O Baile de máscaras), Giacomo Meyerbeer (Roberto, o diabo) Vincenzo Bellini (A sonâmbula), Daniel Auber , Jean Halévy (A Judia), François-Adrien Boieldieu (La Dame Blanche), Gaetano Donizetti e Gioacchino Rossini .No momento da sua morte, ele estava trabalhando no libreto de Meyerbeer L'Africaine.

Adaptação para o cinema de 1938
dirigida por  Marcel L'Herbier
Sua estréia na comédia "séria" foi feita no Théâtre Français , em 1822, com Valérie, a primeira de muitas peças de sucesso. Sua compreensão do mecanismo do palco e dos gostos do público era maravilhosa. Sua capacidade teatral tornou-se inigualável, e suas peças ainda são consideradas como modelos de construção dramática.

Durante mais de cinquenta anos foi o melhor expoente das idéias da classe-média francesa provocando-a com seu estilo irônico e, muitas vezes vulgar, rechedado de personagens comuns mas familiares a ela. Foi eleito para Academia Francesa em 1834. Escreveu alguns romances mas nenhum alcançou grande êxito.

Faleceu em Paris no dia 20 Fevereiro 1861.

Na França, o vaudeville foi um gênero de entretenimento onde poesia e
composição dramática em  peças de um ou mais atos dividiam a cena
com  músicos (tanto clássicos quanto populares), dançarinos,
comediantes, animais treinados, mágicos, imitadores de ambos os sexos,
acrobatas, atletas, palestras dadas por celebridades,
cantores de rua e filmetes.

Ernest Legouvé


Filho do poeta Gabriel-Marie Legouvé (1764-1812), nasceu em 14 de fevereiro, 1807, em Paris. Sua mãe morreu em 1810, e quase imediatamente depois seu pai foi removido para um manicômio. A criança, no entanto, herdou uma fortuna considerável, e foi cuidadosamente educado.

Gabriel-Marie Legouvé
Jean Nicolas Bouilly (1763-1842) foi seu tutor, que cedo despertou no jovem a paixão pela literatura tão presente na vida de seu pai e de seu avô. Já em 1829, ganhou um prêmio da Academia Francesa com um poema sobre a descoberta da imprensa, e em 1832 publica um pequeno e curioso volume de versos, intitulado Les Morts Bizarros.

Daqueles primeiros anos Legouvé produziu uma sucessão de romances, dos quais vale destacar Édith de Falsen.

Jean Nicolas Bouilly
Em 1847 começou o trabalho pelo qual ele é mais lembrado: suas contribuições para o desenvolvimento e educação da mente feminina. Esta série de discursos no Colégio da França sobre a história moral da mulher foi coletada em um volume em 1848 que desfrutaram de um grande sucesso.

Legouvé escreveu consideravelmente para o palco, e em 1849 colaborou com Scribe em Adrienne Lecouvreur. Em 1855 lançou a tragédia Medéia recebida com muito sucesso devido, em parte, por sua eleição para a Academia Francesa.

Medéia:
sucesso de 1855
Como o tempo tornou-se menos proeminente como dramaturgo, e mais ainda como professor e propagandista dos direitos da mulher e da formação avançada de crianças, em ambos os sentidos de maneira pioneira na sociedade francesa.

São deste período La Femme en France au XIX siècle, reeditado e ampliado em 1878, Messieurs les enfants, Parisiennes Conférences, Filles et fils, Soixante ans de souvernirs, e Une de jeune fille. Todas obras de grande alcance e influência na ordem moral.

Obra pioneira na
educação infantil
Em 1886-1887, publicou, em dois volumes, Soixante ans de souvenirs, uma excelente autobiografia. Foi indicado em 1887 para o mais alto grau da Legião de Honra, e manteve por muitos anos o cargo de inspetor-geral da educação feminina nas escolas nacionais.

Legouvé sempre foi um defensor do treinamento físico representando a França em torneios de tiros e na prática de esgrima como hobby ao longo de toda sua vida.

Após a morte de Désiré Nisard em 1888, Legouvé tornou-se patrono da Academia Francesa.

Faleceu em Paris no dia 14 de março de 1903.

Academia Francesa

Antonio Fogazzaro


Antonio Fogazzaro nasceu em Vicenza em 25 de março de 1842 de uma família rica e comprometido com a luta anti-austríaca, da qual recebeu uma rigorosa educação católica.

Vicenza, sua cidade natal
Foi um professor que descobriu sua vocação literária quando ainda muito jovem e graças a seu incentivo acabou deparando-se não só com seu talento mas, com o problema central de sua vida e que iria formar a base ideológica de toda sua obra: a relação entre fé religiosa e progresso científico.

Após um período de inércia e dissipação decorrido entre Pádua e Turim, onde se graduou em Direito em 1864, esperimenta uma breve experiência na advocacia, para em seguida dedicar-se inteiramente à literatura.

Movimentos de unificação
italiana
Em 1866 casa-se com a condessa Margarida de Valmarana, com quem viveu até sua morte, e mudam-se para Milão

Membro do moderno movimento literário conhecido como scapigliatura, era católico e liberal. Sua obra composta por romances, poesias e obras teatrais foi marcada por suas escolhas filosóficas, seus personagens viviam conflitos morais sobre a razão e a fé. Apesar do esforço feito pelo artista para se dominar, nunca conseguiu apagar inteiramente o conflito das paixões que atormentam a sua existência e dos quais soube admiravelmente tirar proveito em sua sua arte.

Malombra numa adptação
para o cinema em 1942
 Fogazzaro foi intérprete de um sentimento desesperador tão comum em sua época, o dilema de permanecer na rotina ortodoxa católica ou abraçar o discurso materialista e evolucionista de Darwin. Sua obra almeja uma reconciliação entre o dogma e o liberalismo positivista sem incorrer na condenação da Igreja.

Sob o ponto de vista literário, esta duplicidade de sentimentos, nunca totalmente resolvida em sua vida particular, ficam claras especialmente quando observamos sua descrições minuciosas das emoções humanas e dos ambientes sombrios, dos transtornos mentais, das ansiedades e preocupações encontradas em personagens como os de "Malombra" de 1881.

Lida Borelli como
Marina na peça de 1917
A história chocante de Marina Malombra, que se imagina ser a reencarnação de um antepassado que morrera louco e, que em um momento de emoção violenta, mata Corrado Silla, um jovem escritor que lhe ama desnudando uma alma carregada de patologias pisíquicas e emocionais nunca vistas até então na literatura. Uma visão turva do amor, um langor mórbido que serve de pano de fundo para um sonho de renovação social inspirada em valores racionais mas acorrentada à crenças cristãs das quais ele próprio sempre se debatera.

O trágico destino
de Ombretta
 Este dualismo entre a fé e razão está no centro do romance, considerado sua obra-prima: "Piccolo mondo antico". Ambientada em pleno conflito de independência entre Itália e Áustria em 1895, a estória nos apresenta ao casal de personalidades contrastantes, Franco e Louise, que após casarem sem consentimento são forçados a viver de forma modesta em Oria, no Lago Lugano. Louise de personalidade enérgica e grande força de vontade culpa o marido de carater fraco e sensível pela situação em que vivem. O contraste entre os dois cônjuges se acentua quando sua filha, Ombretta, morre afogado no lago: Franco vai reagir à dor, à procura de consolo na fé, enquanto Louise será encerrada em um desespero emocional sombrio.

Em O Santo, a polêmica
com a Igreja
Estes conflitos entre presente e passado, decadência e romance crescem com o passar dos anos alimentando sua produção como se faz notar em O Pequeno Mundo Moderno, de 1900, uma continuação de sua obra-prima, no qual agora a paixão é vista como uma escolha de vida.

Em O Santo, de 1905, onde um jogador torna-se beneditino e Fogazzaro apresenta suas idéias sobre regeneração moral da Igreja revelando, numa dimensão inconsciente, sua própria impossibilidade de mesclar real com ideal. E finalmente em Leila, de 1911, onde a protagonista de mesmo nome fica dividida entre lealdade ao seu namorado morto e o surgimento de uma nova paixão.

Papa Pio X: perseguição 
as obras modernas
A reação anti-modernista do papa Pio X levou à entrada de "O Santo" e "Leila" para lista de obras repudiadas por Roma. Depois de um longo trabalho espiritual Fogazzaro fez ato público de submissão à Igreja.

Este poeta, romancista e  filósofo foi um idealista profundo, admirado em todo mundo latino e alvo do respeito e veneração em toda Itália não só por sua genialidade, mas pela delicadíssima sensibilidade e bondade, especialmente em Vicenza onde veia a falecer em 07 de março de 1911.


Adaptação para o cinema do Pequeno Mundo Antigo em 1941, estrelada por Massimo Serato e Alida Valli, sob a direção de Gillo Pontecorvo.