Wilhelm Richard Wagner, compositor, maestro, intelectual, ativista político e representante do neo-romantismo alemão, cuja obra influenciou a música ocidental.
![]() |
Guilhermina Planner |
Era comum encontrá-lo lendo, principalmente Shakespeare. Sabia de cor as obras de Weber e Beethoven. A filosofia também esteve entre suas paixões. Cursou a Faculdade de Música de Leipzig, um dos principais centros musicais da época, mas largou antes de se formar. Foi nesta época que começou a compor as primeiras obras.
![]() |
Tristão e Isolda |
Viveu cerca de três anos em Paris e, em 1842, com 29 anos, retornou a Alemanha onde sua ópera "Rienzi" foi encenada.
![]() |
Lohengrin |
De 1849 a 1852 escreveu obras impressas como "Arte e Revolução", "A Arte do Futuro", "Uma comunicação a meus amigos", e "Opera e Drama", que delineou um novo tipo de teatro musical.
Dirigiu concertos da Filarmônica de Londres em 1855 e viveu em Zurique até 1858. Wagner acreditava na criação de uma música nacional que, baseada nos mitos de origem do povo alemão e na criação da identidade coletiva, fosse capaz de educar e formar um novo homem, uma nova sociedade.
![]() |
O Anel dos Nibelungos |
Influenciado pela filosofia de Schopenhauer, escreveu "Tristão e Isolda"(1857-59), inspirado no seu perdido amor por Mathilde Wesendonk, que causou sua separação de sua esposa Minna. Devido a esse caso amoroso, trocou Zurique por Veneza.
Em 1859 foi a Paris, e, em 1861, anistiado, retornou à Alemanha e depois viajou para Viena, onde desenvolveu seu trabalho como compositor até 1864, quando teve de fugir para não ser preso, devido a débitos financeiros.
![]() |
O jovem rei da Bavária Ludwig II |
Em 1869, Wagner retomou o projeto da tetralogia "O Anel dos Nibelungos". Convencido de que precisaria de um teatro especial para apresentar aquela obra, Wagner concebeu o Teatro Bayreuth, na Bavária, com o apoio do rei. O teatro foi inaugurado em 1876, com a apresentação do "O anel dos Nibelungos".
![]() |
Parsifal: sua última obra |
Além de ser um dos mais eruditos e cultos monarcas da época e de ser um "mecenas" da arte, Pedro II era um grande admirador da obra de Wagner. Ele até chegou a cogitar a possibilidade de construir no Brasil um teatro nos mesmos moldes. Certa vez, o compositor enviou uma carta, um livro e algumas obras ao imperador que em retribuição convidou-o para uma visita ao Brasil, mas a viagem nunca foi realizada. Dom Pedro II desejava muito que Carlos Gomes fosse estudar música na Alemanha. No entanto, Gomes preferiu a Itália, terra de Verdi.
![]() |
Pedro II: admirador e mecenas |
Em setembro de 1882 ele deixou Bayreuth pela última vez e foi para Veneza com a mulher e os filhos. Durante esses anos compôs seu último trabalho, o drama "Parsifal".
Ditou para a esposa sua autobiografia, falecendo subitamente de um ataque cardíaco em seus braços, cercado pelos filhos, em Veneza no dia 13 de fevereiro de 1883.
Nenhum comentário:
Postar um comentário