Ao longo da história, o vestido de noiva foi experimentando diversas formas, cores e feitios. Na Roma antiga, os vestidos de noiva eram um elemento central no ritual religioso e no Egito o branco era a cor base de quase todas as cerimônias. Na idade média, os bordados predominavam nos vestidos de casamento da nobreza. No entanto, foi a partir do século XIX que os vestidos de noiva ganharam significado e simbolismo.
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| Rainha Vitória |
O branco foi impulsionado pela Rainha Vitória como nova tendência, embora só se tenha popularizado a partir do século XX.
A tradição do vestido de noiva branco começou no século XIX quando a rainha Vitória escolheu um modelo de cetim branco debruado de flores de laranjeira. A tendência espalhou-se rapidamente pela nobreza e pelas mulheres de classe alta. No entanto, a maioria ainda preferia vestidos coloridos, que poderiam ser usados noutras ocasiões.
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Duque e Duquesa de Windsor |
Somente na década de 20 o vestido de noiva passou a ter a conotação que conhecemos hoje e o branco passou a ser a cor padrão. Ironicamente, esse foi o período que as mulheres começaram a lutar por direitos iguais e a moda sofreu mudanças drásticas, mas a peça tornou-se símbolo da pureza e do ideal romântico do casamento. Até hoje, todos os convidados querem saber como a noiva está vestida e quem criou o seu vestido. Durante décadas, os desfiles de alta-costura terminavam com apresentação de vestidos de noiva e este era sempre o ponto alto.
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| Elizabeth e Phillip |
Em 1937 no casamento do Duque de Windsor, o vestido da Duquesa, a americana Wallis Simpson, se tornou um dos mais copiados na época. Eu sempre fico pensando em como a história dela é forte, imaginem, um homem renunciar a um reino para poder casar com você?
Não é à toa que alguns vestidos de noiva se tornaram referência para a moda de uma época. Se a rainha Vitória lançou uma tendência no século XIX, a sua bisneta Elizabeth surpreendeu tudo e todos com um dos vestidos considerados mais bonito quando se casou com Phillip Mountbatten, em 1947, usando um modelo de NormanHartnell, costureiro oficial da corte inglesa.
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| Jacqueline Kennedy |
Em 53, do lado oposto do Atlântico, outro ícone de estilo casava-se com o futuro presidente do EUA. Jacqueline Bouvier Kennedy escolheu um vestido com os ombros à mostra, de uma estilista pouco conhecida, chamada Anne Lowe. Para o seu segundo casamento, com Aristóteles Onassis, em 68, Jackie usou um vestido criado por Valentino. Em 1996, sua nora, Carolyn Bessette, trouxe Narciso Rodriguez para o mapa da moda quando vestiu um dos seus modelosminimalistas no seu casamento com John Kennedy Jr.
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| Grace Kell |
Em 1956, o vestido de casamento de Grace Kelly com o príncipe Rainier de Mônaco, em que a atriz foi considerada uma das noivas mais bonitas de sempre, continua a ser referencia de moda e apontado como um dos vestidos mais bonitos.
Na década dos anos 60 viveu-se uma autentica revolução sexual. As minissaias estiveram na moda nupcial. Flores naturais nos longos cabelos e véus mais curtos.
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| Charles e Dian |
Duas décadas depois, em 81, Lady Diana no seu casamento com o príncipe
Charles usou um dos vestidos mais emblemáticos do século, tendo-se tornado um ícone na história de moda dos vestidos. As mangas em balão e o véu com todo aquele comprimento inspiraram as mulheres que desejavam que o seu casamento fosse semelhante a um conto de fadas.
As noivas de preto
Nos séculos XVI e XVII a aristocracia da Espanha usava a vestimenta preta. Essa moda chega também aos palácios da Irlanda e da Inglaterra. No final do século XVII chega à Pomerânia onde as mulheres no seu dia de bodas, em forma de protesto, vestiam-se como princesas de luto, pois muitos príncipes da Europa estabeleceram leis nos feudos que a primeira noite de núpcias de uma noiva, caberia ao príncipe e não ao noivo. Muitas pomeranas ainda adotavam uma fita verde na cintura, na esperança de dias melhores.
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Noivos pomeranos de Santa Maria do Jetibá / ES |
Os pomeranos eram de origem germânica Mais tarde essas terras receberam o nome de PO MORJE. Até o século XIX, a Pomerânia era uma Província da hoje já não existe mais na Europa. No Brasil, se fixaram em Santa Leopoldina, ES (1857), São Lourenço do Sul, RS (1858), Colônia Santo Ângelo - Agudo, RS (1858), Rio Pardinho, RS (1859), Santa Maria de Jeribá, ES (1859) e Pomerode, SC (1861). Existem hoje perto de 360 mil descendentes de pomeranos em nosso país.